Há caminho que ao homem parece direito, mas o seu fim são caminhos de morte (Provérbios 14:12)... Numa noite fria de agosto, há muitos anos, esse foi o fim de um dos caminhos que escolhi. E a minha vida trilha o caminho que se iniciou daí e que se abriu em muitos outros. Dentre uma miríade de desvios eu queria saber qual me levou a esse estado. Seria possível escolher caminhos que me levassem de volta àquela encruzilhada? Quem dera! Agora eu vejo que podemos não escolher sozinhos os nossos caminhos, mas sozinhos colhemos os frutos à beira deles, doces ou amargos.
Não há nada de novo no que escrevo, o que é novo para mim é descobrir que no meu caminho só tem lugar para uma pessoa: eu. Pensei que poderia ter alguém comigo, mas esse alguém trilha seu próprio caminho que às vezes segue paralelo ao meu - e às vezes não, dependendo das escolhas que faço.
Quem pode me dizer para onde vai o caminho que vou escolher amanhã? Há alguém que sabe, mas Ele quer que eu descubra sozinho... Então é isso: vou tomar um dos caminhos e provavelmente vou pensar que o outro era melhor, porque num dos caminhos que escolhi há tempos atrás encontrei algo que me faz pensar assim.
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